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Como todos sabemos “Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”, mas o mais grave está na falta de vontade e humildade de cada político e de todos os partidos, para resolver os atuais problemas existentes locais e nacionais, porque até agora, a “lei do menor” tem sido a mais predominante.

O trágico acidente do elevador da Glória é um exemplo de que os transportes portugueses não evoluíram muito durante estes últimos séculos, nem acompanharam o desenvolvimento da tecnologia contemporânea ao longo dos tempos, pois ainda temos elétricos antigos a funcionarem, funiculares, comboios intercidades e urbanos, ultrapassados para a nossa época. Também não temos transportes internacionais modernos, tais como, TGV ou de alta velocidade em ligação aos países europeus.

 

No século XIX, segundo a nossa história, a rede ferroviária portuguesa expandiu-se rapidamente, impulsionada por várias figuras como Fontes Pereira de Melo, Ministro das Obras Públicas. Foi a figura central mais importante, porque enfrentou a oposição de setores conservadores que viam na ferrovia uma ameaça, mas conseguiu integrar o comboio na vida quotidiana dos portugueses.

A revolução industrial trouxe a construção dos Caminhos de Ferro Portugueses para para responder á necessidade de transportar pessoas e mercadorias de uma forma mais célere e eficiente. Em 1861, esta via de transporte expandiu-se velozmente com as viagens de Portugal até Badajoz, fronteira Espanhola. No ano de 1877, foi inaugurada a Ponte D.Maria Pia para a passagem de comboios à cidade do Porto.

Em 1948, apareceram as automotoras a diesel, anunciando o fim das locomotivas a vapor e adaptando este transporte ferroviário às novas realidades daquele tempo. Poucos anos depois, com a eletrificação, houve uma nova mudança importante para esta infraestrutura, os comboios passaram a utilizar eletricidade.

Desde então, muitíssimo pouco foi feito, equivalente a nada para os nossos dias, pois apenas o sistema passou a depender da informática com gestão eletrónica, dando aos portugueses a ilusão de evolução no século, trazendo uma amostra do desenvolvimento moderno sobre o advento de tecnologias mais avançadas. Também para mostrar a Bruxelas que algo se fez com os dinheiros europeus e “para inglês ver…”!

Nem o exemplo da nossa “Padeira de Aljubarrota”, um símbolo da coragem popular, que representa a força do povo português em tempos de crise, serviu para a classe política governante nacional e regional, pensar na verdadeira modernização total dos nossos transportes. Está na hora de agir…!

É com satisfação que me dirijo a toda a equipa que participou nesta edição, desejando os maiores sucessos profissionais para manter o vosso entusiasmo pelo trabalho.

Aos nossos leitores, agradeço a maneira como nos distinguiram e espero que a qualidade dos nossos artigos continue a ser satisfatória, ao ponto de sermos merecedores de novos leitores.

Até sempre…!

Carla Abrunhosa Vieira